Hoje dia 18 de maio é o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Por estar engajada há algum tempo na luta contra o abuso sexual infantil,  hoje quero falar com você sobre esse assunto ainda tabu nos dias de hoje.
O abuso sexual infantil é uma tremenda agressão contra a alma, a mente e o corpo da criança.
O abuso invade todo o seu ser, destruindo sua identidade, causando feridas profundas. Desmorona a confiança, o abusador priva a criança de qualquer resquício de segurança, privacidade ou respeito próprio e a utiliza como um simples objeto para a sua própria gratificação e satisfação sexual, conhecida como a “pior das traições”.
As vítimas de abuso sexual podem futuramente desenvolver uma dificuldade em manter relacionamentos saudáveis. Alguns não conseguem mais se relacionar com homens ou com figuras de autoridade. Outras destroem casamentos e amizades por se tornarem abusivas ou mandonas, e outros tendem por completo a evitar relacionamentos mais próximos.
Infelizmente por causa do medo, da vergonha, do sentimento de culpa, a maioria das pessoas que passaram por algum tipo de abuso sexual sofre em silêncio com as consequência dessa violência. Além da depressão, baixa autoestima, vergonha e insegurança.
Quem sofreu abuso sexual na infância carrega traumas psíquicos que na vida adulta podem acarretar em consequências impactantes.
Por mais que se fale sobre o assunto, o fato é que quem sofreu abuso sexual sente muita dificuldade em falar sobre o que aconteceu,
Os abusos ocorrem sempre, na sua maioria em segredo, geralmente o agressor exige que a criança seja cúmplice, faça uma espécie de “pacto do silêncio”, ameaçando que sofrerá punição caso conte para alguém.
Por outro lado, temos pais omissos que alegam “não sabiam como agir”, porque na sua maioria também foram abusados quando criança e tiveram que se calar. Outros para “manter a família” decidem manter o segredo, acreditando que não falar sobre o assunto será melhor, o mesmo deixará de causar sequelas. No entanto, o silêncio e a omissão diante do fato causa ainda mais dor e sofrimento para a criança que se sente duplamente vitimizada e desamparada.
As sequelas do abuso sexual podem aparecer em qualquer momento da vida, logo após sofrer o abuso ou mesmo muitos anos depois. As consequências podem aparecer em qualquer idade na infância, adolescência ou vida adulta.
O trauma psíquico resulta não só do evento em si, mas principalmente da indiferença dos adultos diante do sofrimento da criança.
Não seja omisso, nem conivente! Faça a sua parte!
Precisamos combater esse problema! Denuncie, disque 100!

 

 

Vivian C. Esteves
Psicóloga – CRP 06/11.0593